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Formação de Professores

Sesi-SP cria faculdade para formar professores por área de conhecimento

 

A instituição recém-criada vai integrar diferentes disciplinas da educação básica e aproximar os futuros profissionais da sala de aula

por Marina Lopes 
Fonte: Sesi-SP
A recém-criada Faculdade Sesi de Educação, localizada na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), aposta em uma nova proposta para formar professores. Com licenciaturas organizadas por área de conhecimento, a instituição quer preparar os futuros profissionais para trabalharem conteúdos de diferentes disciplinas de forma integrada e, desde o início do curso, estarem conectados com a realidade da sala de aula.
Na faculdade serão oferecidos cursos de licenciatura em Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática, além de pós-graduação e extensão. O novo modelo de formação busca ser uma alternativa para um dos grandes desafios educacionais do país: a falta de profissionais com licenciatura adequada na educação básica. De acordo com dados do Censo Escolar 2015, quase 40% dos professores brasileiros que atuam na rede pública não são formados nas disciplinas em que lecionam.

Ao optar pela formação de professores por área de conhecimento, a Faculdade Sesi de Educação pretende estimular que os futuros educadores tenham uma visão mais abrangente dos conteúdos e consigam estabelecer relações interdisciplinares na sala de aula. “Hoje, os profissionais da educação são formados por disciplinas. Poucos deles têm uma visão que ultrapassa os limites da sua própria disciplina. Mas o mundo, a vida e o conhecimento não são disciplinares”, avalia Cesar Callegari, diretor da instituição.
O mundo, a vida e o conhecimento não são disciplinares
Membro do Conselho Nacional de Educação, Callegari também diz acreditar que as licenciaturas organizadas por área de conhecimento podem ajudar a dialogar com a proposta da Base Nacional Comum Curricular. Embora trate especificamente de cada uma das disciplinas, o texto do documento, que está em fase de construção, demonstra uma preocupação clara com as relações estabelecidas entre os conteúdos. “Nosso professor terá uma visão completa da área, não só de matérias específicas”, defende Callegari.
A instituição também pretende investir na aproximação entre teoria e prática. Desde o início das aulas, os futuros professores terão contato com a sala de aula por meio da Residência Educacional, onde desenvolverão atividades no período diurno para aperfeiçoar a prática docente. “Assim como médicos precisam ter vivência em hospitais, nós achamos que professores em formação também precisam ter vivência nas escolas”, exemplifica.
A matriz curricular do curso prevê que os alunos completem cinco horas semanais de atividades nas escolas. No entanto, ao optar pela Residência Educacional Ampliada, de 20 horas semanais, eles são isentos de pagar as mensalidades do curso, no valor de R$ 990. Quem concluir a licenciatura também tem a opção de ingressar automaticamente como professor na rede do Sesi.
Para que os profissionais também estejam mais alinhados com a realidade de crianças e adolescentes do século 21, os cursos terão disciplinas voltadas para o uso de novas tecnologias da informação e comunicação, além de fundamentos e aplicações da educação online.
As primeiras turmas dos cursos de licenciatura terão início no primeiro semestre de 2017. O processo seletivo será aberto na próxima semana, de 1 setembro a 26 de outubro, e a prova de seleção acontecerá no dia 20 de novembro.

Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire (Parte 1)

Educadores,

Ao longos desses últimos dias, estamos assistindo, debatendo e lendo assuntos relacionados a Educação x Política. 

Esse vídeo do Mestre Paulo Freire, nos ajuda a refletir melhor sobre a questão.

 Esta é a Parte 1. 

Logo estarei postando a Parte 2.


APOSENTAR? PARA QUÊ?


É com muita tristeza e indignação que ao longo dos meus 24 anos de exercício no magistério e acompanhando o contexto histórico, é que analiso como a educação vem sendo tratada no Brasil.

 Infelizmente, qualquer pessoa, mesmo sem nenhuma formação profissional na área da educação, se acha no direito de criar leis e desenvolver currículo para os professores, e o mais triste, é assistir programas, onde “qualquer um” ensina ao professor como lecionar ou como tratar com alunos “sem disciplina alguma”.
Agora, o Presidente “Substituto” quer mudar a regra da aposentadoria para o professor, para ajudar a resolver a crise fiscal nos estados e ganhar apoio de governadores nas negociações com o Congresso Nacional.
Agora, o povo brasileiro tem que “PAGAR” pelos “roubos” e desvios do dinheiro público realizados por quadrilhas que se passam por agentes da população se intitulando políticos.
Será que essas pessoas não acompanham o “risco” que é lecionar por um período prolongado? Será que não sabem dos problemas e estresse que passa um professor ao longo de sua carreira?
No dia 03/07 vimos uma notícia lamentável, onde uma professora licenciada em história em Aracaju (SE), voltou a lecionar e não recebeu por vários meses a gratificação por regência de classe, ocasionando problemas de depressão e cardiovasculares, sem poder honrar seus compromissos, entrou em depressão e acabou se suicidando.
Será que essas pessoas que querem mudar a regra da aposentaria não conhece as “doenças” que a nossa profissão nos “presenteia”? Se não sabem, vou citar algumas delas:
Hipertensão arterial
Entre os fatores de risco relacionados estão hábitos frequentes entre docentes, como má alimentação, ingestão de sal em excesso e sedentarismo.
Doenças psicológicas
Embora os problemas ligados à voz e ao corpo sejam bem conhecidos dos docentes, o que mais vem chamando a atenção dos pesquisadores é o quadro psicológico do professor. Segundo um levantamento da Apeoesp do ano passado, quase 40% dos professores afastados por problemas de saúde apontaram como causa quadros depressivos.

Burnout
"Entre os profissionais mais sensíveis à síndrome, o professor é a categoria mais estudada. Movida pelas crenças nas possibilidades de transformação pela educação, há um descompasso entre as expectativas profissionais e a impossibilidade de alcançá-las.
"Para cumprir seu trabalho, há um dispêndio de energia maior do que o necessário.  Além disso, de se considerar a discrepância entre o trabalho idealizado pelo professor - o que e como ele gostaria de realizar -, o trabalho prescrito pelas políticas públicas, secretarias de educação e diretores das escolas e o que ele consegue efetivamente fazer, o trabalho realizado", explica a pesquisadora Flávia.
Acredito que se nossa categoria fosse levada a sério, e se quem formatasse a Educação no Brasil fosse profissional da área, estaríamos entre os países mais desenvolvidos do mundo. E com certeza, não cogitariam mudar as regras da aposentadoria.
Basta ser honesto e não ROUBAR.
                                                                                             Professor Neemias.


EDUCAÇÃO EM CRISE

Educação, Crise e Superação.

Autor: 
 Luiz Claudio Tonchis
Fonte: Brasilianas.org
O grande desafio da educação básica no Brasil, nos dias de hoje, é a melhoria da qualidade nas escolas públicas. Nas últimas décadas do século XX, o país viveu um ciclo de forte expansão da oferta de matrículas publicas de Ensino Fundamental e Médio. Mudanças sociais, políticas e demográficas no Brasil definiram tal necessidade. Até então, a escola brasileira era programada como lugar para minorias.
O crescimento acelerado das matrículas incorporou novos desafios de diversas naturezas: expansão de infraestrutura; gestão pedagógica e administrativa de escolas e redes; incorporação de um enorme contingente de alunos e professores de todos os estratos sociais. A educação pública deixou de ser para poucos e transformou-se em educação para todos.
As escolas brasileiras não estavam preparadas para essas mudanças, colocando em crise todo o sistema educacional do país, o resultado foi a queda acelerada na qualidade, além disso, com o aumento do contingente de professores e do pessoal de apoio, achataram se os salários. Com baixos salários a profissão de professor deixou de ser atrativa, os estudantes que ingressavam nas Universidades, gradativamente foram escolhendo outros cursos mais valorizados, não mais desejavam ser professores, nem mesmo os vocacionados. Assim, houve uma diminuição nos cursos de graduação, também, muitos professores já formados desistiram da profissão, o resultado é que hoje faltam professores de várias disciplinas em todo território nacional, e a tendência é piorar.
Além disso, a falta de: infraestrutura, equipamentos tecnológicos adequados, gestão competente, interdisciplinaridade, recuperação da aprendizagem eficiente, professores preparados, capacitação, carga horária elevada - uma vez que não se pode computar apenas as horas trabalhadas em sala de aula, pois, os professores devem preparar as aulas, corrigir trabalhos, avaliações, etc. Esses são apenas alguns fatores extremamente negativos que são entraves na evolução da qualidade do ensino, também, a falta de interesse, indisciplina e violência, são as principais angústias de gestores e professores.

Segundo Entidades, Plano Nacional de Educação corre risco.



Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Metas e estratégias do Plano Nacional de Educação, (PNE) previstas para serem cumpridas até 24 de junho, estão em risco, segundo avaliação de entidades ligadas à educação. O financiamento é um dos principais entraves. A falta de recursos em ano de restrição orçamentária pode prejudicar a inclusão de crianças e jovens na escola, além de inviabilizar o aumento do investimento por estudante, uma das estratégias previstas na lei.
A questão foi discutida em audiência pública ontem (7) na Câmara dos Deputados para avaliar o segundo ano de implementação do PNE. O PNE é uma lei federal que prevê 20 metas da educação infantil até a pós-graduação, incluindo a valorização dos trabalhadores em educação e a ampliação do investimento em educação dos atuais 6,1% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano em educação. As metas devem ser todas integralmente cumpridas até 2024.
A lei estabelece, no entanto, metas intermediárias. No total, 14 metas e estratégias estavam previstas para 2015 e 2016. As previstas para 2016 têm o prazo até o dia 24 deste mês para serem cumpridas. Na avaliação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que reúne mais de 200 entidades ligadas à educação, nenhuma das metas e estratégias foi integralmente cumprida.
"Na verdade, a situação é pior que no ano passado. Em 2015, um dos dispositivos mais importantes do PNE, que era a construção dos planos estaduais e municipais de educação, não estava concluído, mas tinha avançado. Para este ano, nada avançou", disse o coordenador da campanha, Daniel Cara.
Inclusão



"O maior esforço para o cumprimento do PNE é dos estados e principalmente dos municípios. É lá que a cobrança da sociedade é maior. É nos municípios que as pessoas vivem. É lá que as mães batem na porta do secretário de educação para pedir vaga para o filho", diz a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) de Goiás, Virgínia Maria Pereira de Melo.Dentre as metas previstas para 2016, figura a inclusão de todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola - atualmente 2,8 milhões estão fora das salas de aula. Deve também ser definido o chamado Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), que define quanto cada aluno precisa para ter acesso a uma educação com um padrão mínimo de qualidade. O cálculo ainda não foi fixado, mas a intenção é que entre na conta recursos para infraestrutura, materiais e equipamentos, além do salário dos professores.

Segundo ela, a paralisação de programas e redução de repasses da União para os municípios prejudica o cumprimento das metas e há dificuldade para construir creches e pré-escolas e para pagar o piso salarial aos professores.
Na avaliação do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, todos os estados elaboraram seus planos estaduais em consonância com o PNE e procuram priorizar suas ações de acordo com estes planos. "Porém, a elaboração do PNE foi realizada em outro cenário econômico e com algumas metas com prazos pouco realistas e muito dependentes da meta 20, que sequer foi devidamente regulamentada".

PROFISSÃO: PROFESSOR !

Como surgiu a profissão

A educação oficial no Brasil começa em 15 de outubro de 1827, com um decreto imperial de D. Pedro I, que determinava que "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras". É por causa desse decreto, inclusive, que o Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. A data, contudo, só foi oficializada em 1963.
O acesso à educação, porém, ainda era muito restrito na época do Império. Apenas famílias ricas tinham condições de contratar professores para educar seus filhos. Esses profissionais ou atuavam em escolas privadas ou vendiam conhecimento de forma independente.
Apenas a partir dos anos 30, com o surgimento dos grupos escolares, foi que o ensino público gratuito passou a se organizar e atender mais alunos. Nessa época, o poder público passou a se responsabilizar efetivamente pela educação das crianças. Assim, houve a expansão e interiorização dos grupos escolares e as primeiras escolas de formação superior de professores em licenciaturas surgiram.

Fatos interessantes


- Sabia que nem sempre o ensino no Brasil foi organizado com um professor à frente do quadro negro e crianças em fileiras? Até a primeira metade do século XIX, o método era o monotorial: o professor ensinava o conteúdo a alguns alunos, que tinham mais facilidade em aprender o conteúdo. Esses alunos, os monitores, repassavam o conhecimento aos outros alunos que tinham mais dificuldades.
- A primeira escola de formação de professores em nível médio, na modalidade normal, para o ensino de alunos da Educação Básica data de 1835. A escola foi criada em Niterói (RJ). Depois disso, poucas instituições de formação foram criadas. Só no início do século XX, por volta dos anos 30, os primeiros cursos de licenciatura para formação superior de professores foram estruturados. Mesmo assim, apenas nos grandes centros urbanos da época.
- Em 1827, D. Pedro I instituiu que a educação superior seria de responsabilidade do governo imperial. O Ensino Superior era destinado exclusivamente à formação das elites do país. Foi assim até a primeira metade do século XX. Só na década de 60, o poder público passou a se preocupar com a democratização do acesso à educação.

Grandes Educadores


Paulo Freire - Paulo Reglus Neves Freire, educador pernambucano, viveu entre 1921 e 1997. Ficou conhecido pelo empenho em ensinar os mais pobres; por isso, tornou-se uma inspiração para gerações de professores. Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, a partir de suas primeiras experiências em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias. Suas principais obras foram a Pedagogia do Oprimido (1968), Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995).
Anísio Teixeira - O educador Anísio Espínola Teixeira introduziu no país o conceito de escola gratuita e para todos. O educador baiano, que viveu de 1900 a 1971, entendia a escola como uma instituição democrática, que oferecesse as mesmas oportunidades a filhos da classe alta e do proletariado. Defendia os princípios de um sistema educacional público, gratuito e obrigatório - que, mais tarde, fariam parte da Constituição. Fundou a Universidade de Brasília (UnB) e a Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (antigo nome da Capes). A participação de Anísio foi também fundamental na elaboração e aprovação da Lei de Diretrizes e Bases de 1961, que definiu os rumos da educação no Brasil.
Darcy Ribeiro - Darcy Ribeiro era professor, etnólogo, antropólogo, ensaísta e romancista, nascido em Montes Claros (MG), em 1922. Formou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1946), com especialização em Antropologia. Ribeiro foi Diretor de Estudos Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do MEC (1957-61) e participou, com Anísio Teixeira, da defesa da escola pública e da criação da Universidade de Brasília, da qual foi o primeiro reitor. Foi Ministro da Educação e Secretário de Educação do Rio de Janeiro, quando ficou encarregado de implementar os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), escolas de tempo integral com projeto político-pedagógico inovador. Faleceu em Brasília, em 1997.

fonte: MEC